STF abre inquérito e determina quebra de sigilo de Demóstenes
PGR pediu inquérito após analisar 10 meses de gravações da PF.
Senador é suspeito de vínculo com empresário preso por jogo ilegal.

Demóstenes e os deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) foram citados em relatório da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro e que prendeu Carlos Cachoeira.
O pedido de inquérito foi feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. A decisão de pedir investigação sobre o senador foi tomada pelo procurador-geral após a análise de 10 meses de interceptações telefônicas feitas pela PF na Operação Monte Carlo.
Gurgel havia feito três pedidos: abertura de inquérito para investigar Demóstenes, outro para investigar os outros parlamentares e um terceiro para apurar o envolvimento de pessoas sem foro privilegiado, para ser remetido à primeira instância da Justiça.
Sobre o inquérito a respeito de Sandes Júnior e Carlos Alberto Leréia, Lewandowski pediu mais informações ao procurador-geral antes de tomar uma decisão.O ministro determinou ainda o envio de ofício ao Banco Central para que ele tenha acesso a movimentações financeiras do senador e também pediu que órgãos públicos federais e estaduais enviem ao PGR cópia de contratos celebrados com empersas mencionadas em diálogos interceptados pela PF.
Gurgel analisou as gravações da operação por 20 dias.
"Considerei [as gravações] graves o suficiente para que houvesse o pedido de instauração de inquérito. É um volume muito grande de interceptações telefônicas e de um período bastante longo", afirmou Gurgel.
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